quarta-feira, 13 de maio de 2009

John Lee Hooker – Plays And Sings The Blues (1961)


LP editado em 1961 pela Chess contendo as pérolas gravadas por Hooker em 1951-1952, acompanhado somente pela segunda guitarra de Eddie Kirkland. Outro clássico aonde podemos apreciar as músicas do início da carreira do Boogie Man que imortalizaram sua guitarra e a característica “batida de pé” e aonde – coisa pouco freqüente em sua discografia – nos presenteia com duas covers. “Worried Life Blues” de Big Maceo Merriweather e “Please Don’t Go” de Muddy Waters. É realmente gratificante ver como Hooker consegue fazer mágica usando tão poucos recursos, com uma música tão simples como o blues em si. Quando você inconscientemente começar a bater o pé ao ritmo da música enquanto estiver ouvindo a esse disco gravado a mais de 50 anos atrás, lembre-se: o blues te pegou, e agora não tem mais volta atrás.

01. The Journey
02. I Don’t Want Your Money
03. Hey Baby, You Look Good to Me
04. Mad Man Blues
05. Bluebird
06. Worried Life Blues
07. Apologize
08. Lonely Boy Boogie
09. Please Don’t Go
10. Dreamin’ Blues
11. Hey Boogie
12. Just Me and My Telephone

Baixe, escute, e bata o pé:

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John Lee Hooker – Urban Blues (1967)


Disco lançado pela Bluesway, originalmente gravado em três sessões – duas em Chicago nos dias 26 de setembro e 27 de novembro de 1967 e outra em Los Angeles dia 29 de Maio de 1969. Tocando com banda – e que banda – Hooker se beneficia de uma batida mais sólida para soltar livremente sua inconfundível guitarra e seu cantar peculiar. Músicas como “Boom Boom” ou “Mr. Lucky” são clássicos incontestes da história do blues. Em “The Motor City Is Burning” o mestre canta sobre as grandes mudanças que experimentava vivendo na Detroit dos sessenta e “Want Ad Blues” é hoje tão atual como na época em que foi gravada. Por muitos considerado um disco de transição entre sua época solo e sua posterior fase tocando principalmente com bandas, esse disco é pra mim um dos melhores blues dos sessenta, sem sombra de dúvida. Espero que pra vocês também.

01. Cry Before I Go
02. Boom Boom Boom
03. Backbiters & Syndicaters
04. Mr. Lucky
05. My Own Blues
06. I Can`t Stand to Leave You
07. Think Twice Before You Go
08. I'm Standing in Line
09. Hot Spring Water Pt. 1
10. Hot Spring Water Pt. 2
11. The Motor City is Burning
12. Want Ad Blues

Baixe e escute ao blues urbano de Hooker:

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Grandes Nomes do Blues 18 – John Lee Hooker

John Lee Hooker nasceu no dia 22 de agosto de 1917 perto de Clarksdale, Mississippi. O cantor Tony Hollins lhe presenteou com seu primeiro instrumento, mas foi seu padastro, Will Moore, quem lhe ensinou a tocar. Moore tocava em bares e casas de espetáculos no Delta e costumava acompanhar a Charley Patton e a Son House. Hooker herdou os parâmetros rítmicos de seu padastro, os quais acabou por chamar “boogie”.

Em 1933 John Lee Hooker deixou atrás sua família e o Mississippi para tocar, primeiro em Memphis e depois em Cincinatti, aonde se instalaria durante alguns anos. Encontrou trabalho fixo enquanto reservava os fins de semana para tocar em festas particulares, nas ruas, ou em vários quartetos de gospel. Em 1943 mudou-se para Detroit. Mesmo conseguindo tocar em bares na região da rua Hastings, continuou com seu emprego diurno até ser descoberto por Bernie Bessman. Hooker faria sua estréia para o selo Sensation em setembro de 1948.

O primeiro disco de Hooker, “Boogie Chillen”, foi um sucesso. Bessman conhecia as limitações da Sensation – era um selo local à mercê da distribuidora Pan American Record Distributors – de forma que registrou “Boogie Chillen” na Modern Records de Los Angeles para dar-lhe o alcance nacional que ele não poderia garantir. O disco chegou ao número um das listas da “Race Records” da revista Billboard, dando assim o tiro de largada à carreira musical de Hooker. Após a comercialização do disco muitas companhias viriam a contratá-lo, sob inúmeros pseudônimos: “Texas Slim” para a King Records, “Delta John” para a Regent, “Birmingham Sam” para a Savoy, “Johnny Williams” para a Prize, para a Staff e para a Gotham, “Boogie Man” para a Acorn, e John Lee Hooker para a Chance e para a Chess. Porém nada disso afetou as vendas da Modern porque os êxitos continuaram com “Hobo Blues”, “Crawling King Snake Blues” e o número um das listas de R&B da Billboard “I’m In The Mood”. A última coisa com que Hooker se preocupou durante quase toda a sua carreira foram os pormenores de seus contratos discográficos.

Entre 1948 e 1951 Hooker trabalhou normalmente em Detroit, sozinho ou com os Boogie Ramblers. Quando sozinho – ou formando um duo – não seguia um único parâmetro e aludia à estrutura de 12 compassos, e quando em grupo geralmente seguia o formato tradicional. Seu primeiro grande trabalho viria em 1952 acompanhado pela segunda guitarra de Eddie Kirkland e somente a partir de 1955, pela Vee Jay, Hooker gravaria regularmente com o grupo. “Boom Boom” foi o maior sucesso dessa época.

Os discos de Hooker foram comercializados em formato LP a partir dos anos sessenta. Por outro lado, sua presença nos festivais Newport Folk e Newport Jazz de 1960 fez crescer o seu público pela primeira vez entre os universitários brancos. A partir de 1962 não parou de fazer shows e tocar em salas especializadas na Europa e America. Em 1966 assinou um contrato de três anos com a Bluesway que gerou excelentes discos com bandas de blues, mas o selo quebrou, e a companhia ABC Records, sócia da primeira, não tardou em atar a Hooker. Vários selos europeus também quiseram gravá-lo. Em 1970 Hooker fez uma colaboração com o grupo californiano Canned Heat, o que gerou o álbum “Hooker’n Heat” de 1971 e que serviu como apresentação aos fãs de rock’n roll.

O último e glorioso capitulo de sua carreira se enquadra dentro da associação com a Rosebud Agency, empresa que se ocupou de sua agenda durante os anos oitenta. Paralelamente, nasceria a relação de amizade entre Hooker e Carlos Santana, o que nos presentearia com “The Healer” de 1989, disco que o relançaria novamente ao estrelato. Em 1990 gravaria a trilha sonora do filme “The Hot Spot” em parceria com Taj Mahal e Miles Davis. Hooker continuaria atuando de vez em quando, gravando e recebendo prêmios até sua morte em 2001.

A partir desse post começo com uma atualização na série grandes nomes do blues. Ao invés de postar um disco de cada músico, a partir de agora – e principalmente pela maior quantidade de material disponível – disponibilizarei para deleite de meus leitores uma série de discos de cada um dos grandes nomes, começando com o inigualável John Lee Hooker. Espero que seja do agrado de todos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

RALA QUE ROLA

Sei que nao tem nada a ver com o conteúdo geral desse blog, mas nao poderia deixar passar...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Martin Scorsese Presents The Blues – A Musical Journey – Box Set


Já que eu comentei sobre a série de filmes, nada mais justo que faça o mesmo com esse Box Set lançado pelo diretor norteamericano em 2003, complementando seu projeto sobre as raízes da música de seu país. Esses cinco discos são sem dúvida uma ótima compilação, uma generosa introdução às gravações, estilos e fases do gênero, em ordem cronológica, desde seu início até o blues tocado atualmente. As primeiras divas, os primeiros compositores, guitarristas slide do Delta, pianistas, jazzistas, poetas, o blues acústico e sua conseqüente eletrificação, suas raízes africanas, gênios da guitarra e alguns nomes recentes, está tudo lá. Logicamente também encontramos ausências terríveis. Todo o amante do blues encontrará algum ídolo esquecido, mesmo porque isso depende do gosto de cada um, e este trabalho está baseado no gosto pessoal de Scorsese e no material contido nos filmes produzidos pelo mesmo. Pode-se notar facilmente que muitos dos temas escolhidos foram regravados por bandas de rock´n roll dos sessenta – e vemos isso claramente nos discos 4 e 5 – e suas razões são óbvias, tendo em conta que Scorsese chegou ao blues através delas – como toda a sua geração. Enfim, na opinião desse que os escreve, o simples fato de um dos grandes diretores de cinema da história criar algo que, na pior das hipóteses, serve para projetar o blues a escala mundial e inspirar novos músicos, já é válido. E com esse blog tento fazer minha pequena contribuição para manter o blues vivo. Aqui estão os cinco discos, deleitem-se:

CD1
01 – Othar Turner & The Rising Star Fife & Drum Band – Shortnin’ Henduck
02 – Lightning & Group – Long John
03 – Mamie Smith – Crazy Blues
04 – W.C. Handy – St. Louis Blues
05 – Bessie Smith – Muddy Water
06 – Blind Lemon Jefferson – Matchbox Blues
07 – Furry Lewis – Billy Lyons & Stack-O-Lee
08 – Ma Rainey – Ma Rainey’s Black Bottom
09 – Blind Willie Johnson – Dark Was The Night, Cold Was The Gound
10 – Louis Armstrong – Savoy Blues
11 – Frank Stokes – Downtown Blues
12 – Mississippi John Hurt – Frankie
13 – Henry Thomas – Fishing Blues
14 – Leroy Carr – How Long How Long Blues
15 – Tommy Johnson – Canned Heat Blues
16 – Blind Willie McTell – Statesboro Blues
17 – Tampa Red & Georgia Town – It’s Tight Like That
18 – Pine Top Smith – Pine Top’s Boogie Woogie
19 – Lonnie Johnson – Guitar Blues
20 – Charley Patton – Pony Blues
21 – Blind Blake – Diddie Wah Diddie
22 – Memphis Jug Band – K.C. Moan
23 – Jimmie Rodgers – Standin’ On The Corner (Blue Yodel #9)
24 – Mississippi Sheiks – Sittin’ On Top Of The World
25 – Son House – Preachin’ The Blues

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CD2
01 – Skip James – Devil Got My Woman
02 – Leadbelly – C.C. Rider
03 – Big Joe Williams – Baby Please Don`t Go
04 – Roosevelt Skykes – Dirty Mother For You (Don’t You Know)
05 – Billie Holiday – Billie’s Blues
06 – Robert Johnson – Crossroad Blues
07 – Sonny Boy Williamson – Good Mornin’ Little School Girl
08 – Bukka White – Shake ‘Em On Down
09 – Joe Turner & Pete Johnson – Roll ‘Em Pete
10 – Robert Petway – Catfish Blues
11 – Count Basie Orchestra & Jimmy Rushing – Going To Chicago Blues
12 – Big Bill Broonzy – Key To The Highway
13 – Memphis Minnie – Me And My Chauffeur Blues
14 – Big Maceo Merriwaether – Worried Life Blues
15 – Tommy McClennon – Cross Cut Saw Blues
16 – Lionel Hampton Sextet & Dinah Washington – Evil Gal Blues
17 – Sister Rosetta Tharpe – Strange Things Happening Everyday
18 – Joe Liggins – Honeydripper Pt.1
19 – Johnny Moore’s Three Blazers & Charles Brown – Drifting Blues
20 – Louis Jordan – Let The Good Times Roll
21 – Arthur Big Boy Crudup – That’s All Right Mama
22 – T-Bone Walker – Call It Stormy Monday
23 – Wynonie Harris – Good Rockin’ Tonight
24 – Jimmy Witherspoon – Ain’t Nobody’s Business, Part One
25 – Johnny Otis Quintette With Little Esther & The Robbins – Double Crossing Blues

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CD3
01 – Memphis Slim – Mother Earth
02 – Percy Mayfield – Please Send Me Someone To Love
03 – Jackie Brenston – Rocket 88
04 – Elmore James – Dust My Broom
05 – Rosco Gordon – No More Doggin’
06 – Little Walter – Juke
07 – Big Mama Thornton – Hound Dog
08 – Lowell Fulson – Reconsider Baby
09 – Guitar Slim – The Things That I Used To Do
10 – Professor Longhair – In The Night
11 – Muddy Waters – Hoochie Coochie Man
12 – J.B. Lenoir – Eisenhower Blues
13 – Fats Domino – Blue Monday
14 – Ray Charles – Hard Times
15 – Smiley Lewis – I Hear You Knockin’
16 – Elvis Presley – Mystery Train
17 – Soony Boy Williamson II – Don’t Start Me To Talkin’
18 – Howlin’ Wolf – Smokestack Lightnin’
19 – Bo Diddley – Who Do You Love
20 – Slim Harpo – I’m A King Bee
21 – Chuck Berry – Johnny B. Goode
22 – Bobby Blue Band – Farther Up The Road
23 – Otis Rush – So Many Roads, So Many Trains
24 – Buddy Guy – First Time I Met The Blues
25 – Jimmy Reed – Big Boss Man

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CD4
01 – Freddie King – Hide Away
02 – Junior Parker – Drivin’ Wheel
03 – John Lee Hooker – Boom Boom
04 – Albert Collins – Frosty
05 – Muddy Waters – You Can’t Lose What You Ain’t Never Had
06 – Howlin’ Wolf – Killing Floor
07 – Son House – Death Letter Blues
08 – Mississippi Fred McDowell – You Gotta Move
09 – Bob Dylan – Highway 61 Revisited
10 – Junior Wells – Hoodoo Man Blues
11 – Koko Taylor – Wang Dang Doodle
12 – John Mayall’s Bluesbrakers – All Your Love
13 – Paul Butterfield Blues Band – I’ve Got A Mind To Give Up Livin’
14 – Jimi Hendrix – Red House
15 – Albert King – Born Under The Bad Sign
16 – Magic Sam – Mama Talk To Your Daughter
17 – Etta James – Tell Mama
18 – The Jeff Beck Group – Ain’t Superstitious
19 – Taj Mahal – She Caught The Katy
20 – Fleetwood Mac – Black Magic Woman
21 – Janis Joplin – One Good Man

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CD5
01 – B.B. King – The Thrill Is Gone
02 – Johnny Winter – Dallas
03 – Derek & The Dominos – Have You Ever Loved A Woman
04 – Hound Dog Taylor & The Houserockers – Give Me Back My Wig
05 – The Allman Brothers Band – One Way Out
06 – Z.Z. Hill – Down Home Blues
07 – Stevie Ray Vaughan & Double Trouble – Pride And Joy
08 – Robert Cray – Smoking Gun
09 – Fabulous Thunderbirds – Tuff Enuff
10 – John Lee Hooker & Bonnie Raitt – I’m In The Mood
11 – Ali Farka Toure – Timbarma
12 – Keb ‘Mo’ – Am I Wrong
13 – Luther Allison – Cherry Red Wine
14 – Peggy Scott-Adams – Bill
15 – Susan Tedeschi – Just Won’t Burn
16 – Los Lobos – Voodoo Music
17 – Bonnie Rait – Round & Round
18 – Cassandra Wilson – Vietnam Blues
19 – Robert Cray & Shemekia Copeland – I Pity The Fool (Live)
20 – Keb ‘Mo’ & Corey Harris – Sweet Home Chicago

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Grandes Nomes do Blues 17 – Sonny Boy Williamson


John Lee Williamson nasceu em Jackson, Tennessee, e aprendeu a tocar a gaita ainda pequeno. Quando adolescente perambulava com Yank Rachell e Sleepy John Estes pelo Tennessee e Arkansas. Em 1934 instalou-se em Chicago e em 1937 foi contratado pela Bluebird. Sua primeira música - “Good Morning Little School Girl” – é um clássico do blues.

Fez-se amigo de Big Bill Broonzy e costumavam atuar juntos em clubes, mas de 1939 a 1945 sua única maneira de ganhar a vida foi através de gorjetas que lhe deixavam na rua Maxwell em Chicago. Felizmente, sua canção “Shake The Boogie” subiu ao número quatro das listas de Race Records. Williamson foi o melhor gaitista da pré-guerra e muito disputado entre artistas para seus discos. Foi assassinado ao sair de um show em 1948 e o testemunho de seu prestígio e profissionalismo foi levado por Rice Miller, ou Sonny Boy Williamson II, como seria conhecido.

Baixe e escute à gaita nervosa de Sonny Boy Williamson no seu cd de 1965 "The Real Folk Blues":

1. One Way Out
2. Too Young To Die
3. Trust My Baby
4. Checkin' Up on My Baby
5. Sad To Be Alone
6. Got To Move
7. Bring It On Home
8. Down Child
9. Peach Tree
10. Dissatisfied
11. That's All I Want
12. Too Old To Think

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Grandes Nomes do Blues 16 – Big Joe Williams


Joe Lee Williams nasceu em Crawford, Mississippi, 16 de outubro de 1903 no seio de uma família de fazendeiros arrendatários. Aos cinco anos já tinha construído sua própria guitarra, com a qual tocava. Com quinze anos vagabundeava pelo sul atuando em espetáculos itinerantes, campanhas médicas, com um grupo ou como solista (1918-1924). Durante os anos 20 vagou pelo Mississippi e Louisiana junto a Little Brother Montgomery em bordéis, campos de cultivo e tavernas, e chegou a gravar com a Birmingham Jug Band em 1930 pelo selo Okeh.

Em 1935 debutou para o selo Bluebird com o clássico “Baby Please Don`t Go” e seguiria gravando acompanhado normalmente por Robert Nighthawk e Sonny Boy Williamson. Apesar de tocar notavelmente tanto a guitarra clássica como a de 12 cordas, ele era muito mais conhecido por rasgar as nove cordas do instrumento que ele mesmo inventou. Não parou de viajar e gravar até sua velhice e morreu no 17 de dezembro de 1982 em Macon, Mississippi.

Baixe e escute ao grande Joe Williams:

1. Worried Man Blues
2. Stepfather Blues
3. Wild Cow Blues
4. Somebody's Been Borrowing that Stuff
5. Stack O'Dollars
6. Providence Help The Poor People
7. Brother James
8. I Know You Gonna Miss Me
9. Rootin' Ground Hog
10. Baby Please Don't Go
11. Highway 49
12. Meet Me Around The Corner
13. Peach Orchard Mama
14. Crawling King Snake
15. North Wind Blues
16. Throw A Boogie Woogie

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Grandes Nomes do Blues 15 – Mississippi Fred McDowell


McDowell nasceu dia 12 de janeiro de 1904 em Rossville, Tennessee, e foi um autodidata que não viveu de sua guitarra até os sessenta anos. Trabalhou na região de Memphis antes de, em 1929, assentar-se em Como, Mississippi, e virar fazendeiro. Não comprou uma guitarra até 1940. Foi Alan Lomax – outra vez ele – quem o descobriu em 1959, e suas primeiras gravações vieram das mãos dos selos Atlantic, Prestige e International.

Chris Strachwitz e a graça de McDowell (especialista em tocar o slide com o pescoço de uma garrafa – bottleneck slide guitar) convenceram à discográfica Arhoolie Records a editar um disco em 1964. Foi o trampolim definitivo para McDowell, que se dedicou integralmente à festivais e ao circuito de folk, o que, até 1971, lhe daria a oportunidade de gravar discos e até aparecer em três filmes e um documentário: Fred McDowell (1969). Foi elogiado por artistas mais jovens como os Rolling Stones, que fizeram uma versão de “You Got to Move” no seu ótimo disco Sticky Fingers de 1971, até morrer de câncer em 1972.

Baixe e escute a Fred McDowell:

01 - Baby, Please Don't Go
02 - Good Morning, Little School Girl
03 - Kokomo Me, Baby
04 - That's All Right, Baby
05 - Red Cross Store Blues
06 - Everybody's Down On Me
07 - 61 Highway
08 - Glory Hallelujah
09 - Jesus On The Main Line
10 - My Baby, She Gonna Jump And Shout
11 - Long Line Skinner
12 - You Gotta Move
13 - The Train I Ride
14 - You Ain't Gonna Worry My Life Anymore

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Grandes Nomes do Blues 14 – Son House


Filho de músico, Eddie James House Jr. nasceu em Rivertown, Mississippi, e já adolescente era um pastor que viajava sem parar. Aprendeu a tocar a guitarra aos 25 anos, fato determinante para contrapor sua fé ao amor pelo blues. Após cumprir pena por matar a um homem em Lyon, House conheceu a Charley Patton, cuja influência na Paramount o ajudou a gravar uma sessão em 1930.

“Uma vez alguém disse que tinha o coração partido de emoção depois ouvir a Caruso. Eu senti o mesmo quando ouvi Son House pela primeira vez.”Martin Scorsese

A intensidade e a paixão de House em canções como “Preachin’ the Blues” não tem comparação, mas infelizmente as vendas foram fracas e ele teve que acompanhar a Willie Brown em shows itinerantes ao longo dos anos 30. Entre 1941 e 1942 gravou para a Library of Congress – de John Lomax – mas no ano seguinte deixou a música e se mudou para Rochester, Nova York. Em 1963 foi “redescoberto”, gravou discos para várias discográficas e não parou de fazer shows durante toda a década, atuando em grandes festivais como o Newport Folk Festival ou o Festival de Jazz de Montreux na França. Deixou a música novamente em 1974 mudando-se para Detroit, Michigan, aonde viviria até sua morte em 1988 devido a um câncer de laringe.

Baixe e escute ao disco 2 do álbum de 1992 "Father of Delta Blues", 12 músicas (incluindo 5 takes alternativos) do predicador do blues:

01 - Death Letter
02 - Levee Camp Moan
03 - Grinnin' In Your Face
04 - John The Revelator
05 - Preachin' Blues
06 - President Kennedy
07 - A Down The Staff
08 - Motherless Children
09 - Yonder Comes My Mother
10 - Shake it And Brake It
11 - Pony Blues
12 - Downhearted Blues

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