terça-feira, 31 de março de 2009

AC/DC Live in Barcelona


Dentro de poucas horas estarei no Palau Sant Jordi, sobre o Montjuic, para apreciar o show oferecido pela dinossaurica banda de rock and roll na turne do seu mais recente trabalho, "Black Ice".

Nao vou entrar em discussao com os leitores sobre a qualidade musical da banda. Quer queiram, quer nao, AC/DC é uma banda de referência para inúmeras geraçoes de músicos, e, sem nunca esquecer que tudo isso veio do blues - e que o AC/DC tem uma notável influencia desse estilo - tenho certeza que os ouvidos livres de amarras saberao apreciar.

Vai me dizer que isso nao é blues, lá no fundo...


REPORTAGEM DO JORNAL EL PAIS
PORQUE NAO HOUVERAM MANIFESTAÇOES CONTRA O ABORTO NOS ULTIMOS 20 ANOS?
Blanco recorda que durante os governos do PP foram praticados 500.000 interrupções de gravidez
AITOR RIEIRO 30/03/2009

A ministra de Igualdade, Bibiana Aído, se perguntou hoje porque as pessoas que se manifestaram ontem contra o aborto não protestaram nos últimos 20 anos, durante os quais estava em vigor a mesma lei que segue vigente. Aído se questionou também sobre os detalhes concretos que desagradam os manifestantes, quando ainda não se conhece o anteprojeto de lei. Segundo a ministra, o debate já não é aborto sim ou aborto não, algo que a sociedade espanhola já superou há décadas. Na mesma linha se expressou o vice-secretário geral do PSOE, José Blanco, que lembrou que “na Espanha se aborta com a mesma lei há muitos anos” e que “durante os oito anos do Governo do PP, com José Maria Aznar à frente, foram praticados 500.000 abortos”, informa Anabel Díez. “Não houve manifestações nessa época, mas sim quando governava Felipe Gonzáles, e agora voltam a haver, só quando governa o PSOE”. Ou seja, a acusação de dupla moral, foi lançada por Blanco tanto “ao PP como à Igreja”.

Blanco especificou que ainda não existe lei, mas sim um anteprojeto, o qual pode passar por “reflexões” sobre o seu conteúdo. Porem dois aspectos são intocáveis: “Nenhuma menina e nenhuma mulher será presa por abortar” e “se aumentarão muito as garantias jurídicas e sanitárias”. Blanco declarou-se crente em muitas ocasiões.

A ministra de Igualdade reuniu-se esta manha com o presidente da Associação de Clínicas Acreditadas para a Interrupção da Gravidez (ACAI), Santiago Barambio, que pediu ao Governo que o prazo para abortar por risco à saúde a mãe seja de 24 semanas e que não exista limite para interromper a gravidez em caso de malformação fetal. A ministra também recebeu o presidente da Sociedade Espanhola de Contracepção, Ezequiel Perez. E ao largo da semana se entrevistará com associações pró-vida.

O ministro de Saúde e Consumo, Bernat Soria, também insistiu, desde Singapura, na mesma idéia que Aído e Blanco. Nas legislaturas do PP, disse, “foram praticados mais de 500.000 abortos legais”. Em declarações à RNE, o ministro assegurou que respeita “profundamente qualquer opinião em qualquer sentido”, porem mostrou “surpresa pelo fato de que durante os oito anos que governou o PP não houve nenhuma dessas manifestações”.

O coordenador geral de IU, Cayo Lara, criticou que a campanha contra o aborto promovida pela Conferencia Episcopal Espanhola (CEE) se pague “com o dinheiro de todos” procedente da arrecadação obtida através do imposto de renda. Nesse sentido, referiu-se aos outdoors aonde se compara um lince protegido com o direito à vida de uma criança, e indicou que são os outdoors das “mentiras”, já que “nem o lince é ibérico, nem a criança é um feto”. Por fim, deixou claro que não se opõe à Igreja católica e lembrou que na IU também existem cristãos, mas espera que “rompam com a hierarquia religiosa de uma maldita vez”.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Grandes Nomes do Blues 10 – Big Bill Broonzy


Os pais de William Lee Conley Broonzy nasceram escravos. Ele nasceu em junho de 1893, em Scott, Mississippi, mais um entre os 17 irmãos. Broonzy cresceu numa granja no Arkansas e seu primeiro instrumento musical foi um violino caseiro com o qual tocava na igreja ou em atos sociais.

A princípios de 1910 compaginava seu trabalho de violinista com o de pastor, e entre 1918 e 1919 serviu no exército dos EUA; pouco depois, se licenciou e foi a Chicago aonde trabalhou como carregador de malas enquanto aprendia a tocar a guitarra.

Em 1924 trabalhou com Papa Charlie Jackson e logo se converteu em um acompanhante bastante solicitado. Sob inúmeros pseudônimos – Sammy Sampson, Big Bill John – Broonzy gravou pela primeira vez para a Paramount em 1927, e em 1930 para a Gennett/Champion e para a Perfect/Banner. Em 1931 gravou novamente outro disco para a Paramount com o nome de Big Bill Broomsley. A essa altura, Big Bill Broonzy já era um artista profissional.

Durante essa época, Broonzy trabalhou em teatros e bares de Chicago e do norte de Indiana, e fez ainda uma turnê com o espetáculo de Memphis Minnie. Em 1934 as companhias ARC e Bluebird lançaram um disco com seus grandes êxitos, o qual assinou como Big Bill, começando assim uma fase de grande atividade discográfica. A partir de 1936 gravou exclusivamente para a ARC (que mais tarde viria a se tornar Columbia), um contrato que chegaria a 1947. Broonzy vivia em sua granja no Arkansas e viajaria três ou quatro vezes por ano a Chicago para gravar seus discos, sobretudo porque já em 1937 as oportunidades de atuar em espetáculos diminuíram.

Em 1938 Broonzy foi um dos eleitos por John Hammond para seu show Spirituals To Swing no Carnegie Hall de Nova York. Broonzy aproveitou a oportunidade ao máximo e se desdobrou nos mais importantes locais de Nova York e Chicago. Em 1939, atuou no filme Swingin’ The Dream; entre 1941 e 1942 fez uma turnê com Lil Green; em seguida choveram convites para atuar nos teatros de Nova York e Los Angeles. Simultaneamente seguiu gravando discos assiduamente, o que fez que ao final de sua carreira tivesse publicado centenas de músicas.

Durante alguns períodos, as gravações de Broonzy alternavam o acompanhamento de apenas piano e baixo ao de grandes bandas, muitas vezes tocando duas cornetas. Com o tempo, o toque country de seus discos foi perdendo importância e em 1949, quando assinou contrato com a Mercury, já tinha sido contagiado pelo emergente som R&B. Broonzy ainda se dividia entre seu trabalho musical e o de porteiro da universidade de Iowa até que sua primeira turnê ao exterior mudou sua vida: durante setembro e outubro de 1951, percorreu a Inglaterra, França e Alemanha, gravou discos em cada um desses países e demonstrou ser um artista amplamente conhecido.

Logo após suas ultimas sessões para a Mercury em 1952, realizou outra turnê: foi a partir desse momento que Broonzy voltou a suas origens mais country e mais blues e não parou de gravar discos para diversas companhias européias. Em 1955 foi publicada sua autobiografia: Big Bill Blues. Durante 1955 e 1957 continuou atuando na Europa, mas foi-lhe diagnosticado um câncer que acabaria com sua vida em agosto de 1958 em Chicago.

Abaixo vocês podem baixar ao álbum remasterizado lançado pela Columbia em 1990 "Whiskey And Good Time Blues" contendo 18 temas quase perdidos do bonachão Big Bill Broonzy:

01 - She Caught The Train
02 - The Dozen
03 - Don't Tear My Clothes
04 - Ash Hauler
05 - Out With The Wrong Woman
06 - Down In The Alley
07 - Stuff They Call Money
08 - Good Boy
09 - Unemployment Stomp
10 - Rider Rider Blues
11 - Whiskey And Good Time Blues
12 - Make My Getaway
13 - Looking For My Baby
14 - My Mellon Man
15 - Knockin' Myself Out
16 - Key To The Highway
17 - Wee Wee Blues
18 - Conversation With The Blues

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quinta-feira, 12 de março de 2009

Grandes Nomes do Blues 9 – Albert Ammons


Albert Clifton Ammons nasceu em março de 1907 em Chicago, Illinois. Foi pupilo de Jimmy Yancey, em sua época modelo para muitos pianistas de blues por seus trabalhos em festas, shows e atuações noturnas. Ammons conheceu aos outros pianistas de Chicago e compartiu com eles tendências que chegavam do Harlem.

Além de Yancey, a geração de Chicago contava com Clarence “Pine Top” Smith, Jimmy Blythe, Cripple Clarence Lofton, Hersal Thomas, e um grande amigo de Ammons: Meade “Lux” Lewis. Ammons era o mais jovem e aprendeu de todos eles, mas também se contagiou pela música de Fat Waller, uma grande figura nesse mundinho. Ainda que Lewis e Smith já tivessem gravado boogie nos anos 20, quando os intérpretes introduziram o boogie-woogie – a mão esquerda repete oito padrões de baixo – o blues o adotou como próprio.

“... Esta manhã escutei Albert Ammons e me encheu... De sexo, de vida, de verdades. Foi maravilhoso.” – Jools Holland

Ammons tocava em grupos de swing ou acompanhando outros artistas, mas como não era suficiente, teve que buscar a vida fora da música. Até dar o grande salto. Em 1935, conseguiu um emprego como músico residente no Club DeLisa, o mais famoso do sul de Chicago. Quando John Hammond o descubriu, só foi preciso um ano para que a Deca editasse seu primeiro disco em fevereiro de 1936.

Em 1938, Ammons foi convidado a atuar no Carnegie Hall de Nova York, num show organizado por Hammond, o “Spirituals To Swing”. Acompanhou a Sister Rosetta Tharpe e a Big Bill Broonzy, além de poder tocar o seu “Boogie Woogie”; ainda interpretou, junto ao pianista de Kansas City Pete Johnson, “Jumpin’ Blues” e “Cavalcade Of Boogie”. A resposta do público mostrou que a era do boogie-woogie tinha chegado. Os três pianistas – Ammons, Johnson e Lewis – aproveitaram o trampolim oferecido pelo espetáculo para trabalhar juntos durante anos, em duos ou trios, e às vezes acompanhados de Joe Turner nos vocais. Editaram discos para a Vocalion, a Blue Note e a Victor, e, a partir do Café Society de Nova York, recorreram o país atuando tanto em filmes como em programas de rádio.

Em 1944, no fim de sua larga temporada em Nova York, Ammons gravou duas seções para a Commodore. A primeira sozinho, e a segunda junto aos Rhythm Kings, um grupo com a mesma levada que ele tinha escolhido na primeira vez que gravou na vida. No ano seguinte voltou a Chicago e, através na novíssima Mercury Records, seguiu lançando discos com o grupo. Por outro lado, a estrutura do boogie-woogie até o momento se baseava em breves frases melódicas, porém, com a nervosa mão esquerda de Ammons, foi possível adaptar as músicas de sempre dando um frescor que as mudaria definitivamente, como em “Deep In The Heart Of Texas”, “Roses Of Picardy” ou “Swanee River”. Ammons também demonstrou que o boogie-woogie em suas mãos era apto para qualquer tipo de música que precisasse.

Um pouco antes que a American Federation of Musicians se declarasse em greve em janeiro de 1948, Ammons gravou sua última seção para a Mercury. Não havia dúvida de que o futuro seria prometedor a esse gigante do blues, mas pouco depois de atuar na festa de posse do presidente Truman, contraiu uma misteriosa doença cardíaca que acabou com sua vida em dezembro de 1949.

Baixe aqui e escute a nervosa mão esquerda de Albert Ammons:

01 - Boogie Woogie Stomp
02 - Early Mornin' Blues
03 - Boogie Woogie Prayer - Pt.1
04 - Boogie Woogie Prayer - Pt.2
05 - Shout For Joy
06 - Boogie Woogie Blues
07 - Woo Woo
08 - Mighty Blues
09 - St. Louis Blues
10 - Bass Goin' Crazy
11 - Boogie Woogie
12 - Chicago in Mind
13 - Cafe Society Rag
14 - Boogie Woogie Man
15 - Barrelhouse Boogie
16 - Cuttin' The Boogie
17 - Sixth Avenue Express
18 - Blues in the Grove
19 - The Breaks
20 - Jamin' The Boogie
21 - Bottom Blues
22 - Bedroom Blues
23 - Swanee River Boogie

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Zapatero quer "follar" os Russos



Ato-falho do presidente do governo espanhol, José Luiz Rodriguez Zapatero, durante uma entrevista em conjunto com o presidente russo Dimitri Medvedev sobre novos acordos comerciais entre os dois países.

"Hay un gran incremento de turistas españoles hacia Rusia, estamos ya en una cifra de 500.000 turistas, por tanto hemos hecho un acuerdo para estimular, para favorecer, para follar...", disse Zapatero. Para os que nao sabem, "follar" poderia ser traduzido por algo como "transar" ou "foder". O governante se deu conta do erro e no momento anhadiu que o acordo é para "apoiar" esse setor econômico.

Espero que o lapso do presidente nao tenha sido traduzido no momento ao governante ruso. Longe de mim ter um russo como inimigo!

Athletic na final



Vídeo tomado pela TV vasca logo após a vitória do Athletic de Bilbao por 3x0 sobre o Sevilla em uma das semifinais da Copa do Rey no passado dia 05, garantindo-lhes o acesso à decisao contra o Barcelona. Depois de 25 anos esperando uma final, a cidade era uma festa sem hora para acabar, em plena quinta-feira. Nenhum chefe vasco iria reclamar que seu trabalhador nao veio ao trabalho nessa sexta. Aliás, para quem nao sabe, o Athletic é o único time aonde até hoje só jogam vascos, e que, junto ao Real Madrid e ao Barcelona, nunca caíram para a segunda divisao da liga espanhola. Para a final, em confronto único no dia 13 de maio em Valencia, pastores viscaínos prometem assar 200 cordeiros antes do jogo para os seguidores dos dois times, façanha que entrará para o Guinness. Podem ter certeza que eu estarei lá, e, se nao o bater, ao menos chegar ao mesmo nível de "euforia" que o torcedor do vídeo.

terça-feira, 10 de março de 2009

Grandes Nomes do Blues 8 – Bessie Smith


Bessie Smith nasceu dia 15 de abril de 1894 em Chattanooga, Tenesse, na mais absoluta pobreza. Quando criança recebia esmolas por cantar pelas esquinas, e já adolescente dançava em espetáculos de variedades. Mudou-se de cidade em cidade enquanto ia aperfeiçoando sua arte e ganhava seguidores até que, no começo dos anos vinte, era a vedete de seu próprio show que percorria o sul e a costa leste.

Foi contratada pela Columbia Records em 1923 e sua segunda seção de gravações originou “Ain’t Nobody’s Business If I Do”, desafio que se converteu numa de suas canções indispensáveis, e que permanece como um clássico do gênero. Com o êxito do disco Smith adquiriu fama nacional, o que lhe permitiu fazer grandes turnês, não só pelo sul, como também pelas cidades do norte aonde os emigrantes afro-americanos se assentavam em busca de trabalho e melhores condições de vida. Foi para esses que Bessie Smith criou tanto sua música como a figura de mulherona urbana e vulgar que não desprezava suas raízes sulistas.

As letras das músicas de Smith abordam a dura realidade da vida dos afro-americanos, ainda que, em geral, os temas – amor, perda, traição, desafio e perseverança perante as adversidades – são universais. Mesmo em face à dor, redigiria seu pesar com absoluta firmeza, como se estivesse determinada em calar o sofrimento com sua força de vontade.

“Naquele tempo tínhamos grandes cantoras – Ethel Watters, Ida Cox, Sippie Wallace, Clara Smith, Trixie Smith – mas nenhuma como Bessie.” – Little Brother Montgomery

Com seu registro vocal limitado, Smith usava uma grande variedade de efeitos vocais – grunhidos, soluços, lamentos... – que convenceram aos fãs do sofisticado jazz e aos que ainda eram seu público blueseiro mais fiel: a classe trabalhadora. Em 1925, gravou algumas seções com Louis Armstrong, que se encarregou de responder – encantado – a seus versos em “You’ve Been A Good Old Wagon” e “St. Louis Blues”; Armstrong, bem a seu estilo, não lhe deu um papel principal e tratou-a como se fosse um músico a mais.

Finalmente, foi reconhecida como a “Imperatriz do Blues”, mas esse rótulo não chega a fazer justiça à sua verdadeira relevância: como sua parceira e conterrânea Ma Rainey; como os “heróis da raça” Jack Johnson, Joe Louis, Jesse Owens e Paul Robeson; e como os últimos símbolos Muhammad Ali, Aretha Franklin ou James Brown; Smith significou muito mais que a mera excelência em seu âmbito. Apesar de sua descarada e confiante atitude, de sua aparente soberbia sem complexos (como de seu apetite sexual, por exemplo), de sua desafiante recusa em comprometer seu individualismo e integridade (ao menos em público). Mesmo de seu gosto pela ostentação e de seu descontrolado consumismo, converteu-se em modelo a ser seguido por seus admiradores afro-americanos que viam em seu êxito aquilo que toda “a raça” alcançaria um dia.

Na Madrugada do 26 de setembro de 1937, Smith dirigia pela rota 61, perto de Clarksdale, Mississippi, quando seu carro bateu de lado contra um caminhão. Ficou gravemente ferida e com um braço parcialmente deslocado. Um médico branco parou para socorrê-la subindo-a a seu carro, que, pouco depois, sofreria também outro acidente. Uma ambulância acabou levando-a ao hospital “para negros” de Clarksdale aonde morreu pela hemorragia.

Assim acabou a vida de um símbolo do blues: Bessie Smith não só representa a idade de ouro do “blues clássico”, da música popular afro-americana dos anos vinte, ou do blues em geral, mas também é – e foi – uma artista com a que todos, sejam homens ou mulheres, negros ou brancos, e de qualquer âmbito do espetáculo e da arte, devem enfrentar-se.

Baixe aqui e escute a voz de Bessie Smith:

01 - Downhearted Blues
02 - 'T'aint Nobody's Bizness If I Do
03 - My Sweetie Went Away (She Didn't Say Where, When Or Why)
04 - Weeping Willow Blues
05 - St. Louis Blues
06 - Reckless Blues
07 - You've Been A Good Ole Wagon
08 - I Ain't Gonna Play No Second Fiddle
09 - Young Woman's Blues
10 - Muddy Water (A Mississippi Moan)
11 - Mean Old Bedbug Blues
12 - Empty Bed Blues (Parts 1 & 2)
13 - Nobody Knows When You're Down And Out
14 - Black Mountain Blues
15 - Do Your Duty
16 - Gimme A Pigfoot

http://www.zshare.net/download/92493005a01047f5/

segunda-feira, 9 de março de 2009

World Builder


World Builder from Bruce Branit on Vimeo.

Curta de animaçao tridimensional criado pelo cineasta Bruce Branit, mais conhecido como co-criador de "405". World Builder foi filmado em um único dia, seguido de dois anos de pós-produçao. Branit é fundador e dono da Branit VFX, com base em Kansas City.

REPORTAGEM PUBLICADA NO JORNAL EL PAIS
ATORES DEIXAM A PELE NA TELA
Kate Winslet, Patrick Wilson e Marisa Tomei se desnudam sem complexos
ROCÍO AYUSO 09/03/2009

É uma exigência do roteiro. É a frase que sempre acompanhou a presença de um nu no cinema. Porém, durante anos, tanto desculpas como nus desapareceram do vocabulário de Hollywood até que uma nova geração de artistas decidiu botar mais lenha na fogueira. E no lugar de uma mancha, sua nudez os trouxe a glória. No caso mais claro, Kate Winslet ganhou seu primeiro Oscar por The Reader, aonde se desnuda de corpo e alma. Marisa Tomei também tira a roupa em The Wrestler, sua terceira candidatura ao Oscar. “Pensei que fosse por meus valores artísticos”, brinca aos seus 44 anos. E fenômenos de massa como Watchmen também mostram sem rodeios nus tanto femininos como masculinos. “Meu disfarce já é provocativo sem precisar tirá-lo”, afirma Malin Akerman em seu papel como Silk Sprectre II. Ela mostra mais que seu companheiro de cama, Patrick Wilson, que não está alheio à recente onda de nus depois de seu trabalho em Little Children, junto a Winslet. “A intimidade dessas seqüências é outra demonstração de suas lutas internas”, comenta o intérprete sobre esse filme. Mas na hora de um nu frontal masculino não há nada como o criado digitalmente para o personagem Dr. Manhattan no mesmo filme. “Tenho que admitir com humildade que não tem nada a ver comigo”, esclarece Billy Crudup, ator que deu a voz e os movimentos ao personagem sem que suas partes íntimas tenham servido de referencia.

Como confessa Glenn Close, o nu não é nada de novo. “Quando vêem seus seios na tela em seguida dizem que você é uma atriz valente”, comenta, citando Julianne Moore e Penélope Cruz como exemplos. Ela mesma se desnudou em The Big Chill. Mas isso foi em 1983; desde então a moral e a Internet mudaram as regras do jogo. Por cada Holly Hunter (The Piano) ou Halle Berry (Monster’s Ball) capazes de desnudarem-se são mais numerosas as que, como Scarlett Johansson ou Jessica Alba, deixam claro em seus contratos que não tirarão a roupa.

Ainda assim se nota no ar a mudança. “Estou pensando em incluir um nu frontal para meu próprio personagem mesmo que seja só como uma revolta contra o puritanismo”, asegura Peter Tolan, criador e produtor da série Rescue Me. Também se vê algo de rebeldia entre as atrizes que vão se somando a essa revolução, na qual entra até mesmo Jennifer Aniston, com sua recente seção fotográfica para a revista GQ vestindo apenas uma gravata.

Grandes Nomes do Blues 7 – Lonnie Johnson


Alonzo “Lonnie” Johnson sempre foi classificado como guitarrista e, só no final de seus dias, aceitou essa classificação a contragosto. Não há duvidas de que foi um músico consumado, suficientemente hábil para mover-se entre o jazz, a música popular e o blues, e suficientemente inovador para dar-lhe nova cara e trazer idéias improvisadas a todo o material que caía em suas mãos.

Johnson nasceu dia 8 de fevereiro – provavelmente de 1894 – no seio de uma família de músicos de New Orleans. Ainda jovem, começou a atuar (violino e piano) com seus pais nos arredores da cidade. Em 1917, ano em que comprou sua primeira guitarra, realizou uma turnê pelo estrangeiro com a Will Marion Cook’s Syncopated Orchestra e, ao regressar a casa, encontrou toda sua família – com exceção de seu irmão James – morta devido à epidemia de gripe de 1918. James e ele deixaram St. Louis e foram tocar com os grupos de Fate Marable e Charlie Creath com os que Johnson editaria um disco em 1925.

“Lonnie Johnson era um de meus guitarristas favoritos... De alguma forma, preencheu o vazio entre o blues e o jazz.” – Catfish Keith

Também em 1925, Johnson ganhou um concurso de blues promovido pela Okeh Records, cujo primeiro premio era um contrato discográfico. Acabaria editando para o selo, segundo suas memórias, 572 faixas (não todas) de blues. Mesmo assim, trabalhou, e às vezes gravou, junto aos todo-poderosos jazzistas Eddie Lang, Louis Armstrong e Duke Ellington.

Como intérprete de blues, Johnson cantava com uma voz palpitante e ligeiramente fina, muito apropriada para suavizar as letras, muitas vezes violentas e misóginas. Sua aparente frieza elevava o tom de suas ameaças quando cuspia ultimatos como “mulher, sai da minha frente/ou te surrarei até te derrubar” (da música “Cat You Been Messin’ Around”) com os olhos em branco e uma serenidade de além-túmulo. Interpretava inclusive despreocupadas baladas como “Careless Love” (“vou te disparar e disparar quatro ou cinco vezes/e te pisarei até que você morra”). A flexibilidade e o estilo de sua voz, temperada por sua guitarra, amplificaram seu lirismo junto à improvisação e ao swing.

Em 1948, Johnson arrasou nas listas de R&B com “Tomorrow Night”, uma balada sentimental, seguida de vários êxitos mais tradicionais. Ainda assim, durante sua turnê de 1952, era apresentado como “cantor de blues” mesmo que, pouco depois, devido às inconstâncias da indústria discográfica, viu-se obrigado a buscar um trabalho durante o dia. No começo dos sessenta, já “redescoberto”, tocava freqüentemente em cafeterias ou era chamado a especiais junto a outros blueseiros como Muddy Waters ou Big Joe Williams. Dizia-se que nesses ambientes Johnson se mostrava arrogante, mas o público adorava suas engenhosas versões sobre blues tradicionais. Em 1967, realizou suas últimas gravações para Folkways.

Lonnie Johnson morreu dia 6 de junho de 1970 de um derrame cerebral em virtude de um acidente de carro. Apesar de entrar no Blues Hall of Fame em 1997, nunca desfrutou do mesmo prestígio que Blind Lemon Jefferson, Charley Patton ou Robert Johnson, mesmo que sua influência seja como mínimo igual de importante que a destes. Também se diz que Robert Johnson gostava tanto de sua música que às vezes se apresentava como parente seu. O rastro que deixou Lonnie em quanto à fusão do blues com a sensibilidade do jazz foi reproduzida no trabalho do mal humorado Charlie Christian, de T-Bone Walker e de muitos outros, incluídos os devotos de Walker, como B.B. King. Sem sombra de dúvidas, Johnson foi um pioneiro do blues e uma figura indispensável na evolução da principal música popular americana.

Baixe aqui e escute Lonnie Johnson:

01 - Sweet Woman You Can't Go Wrong
02 - Life Saver Blues
03 - Blue Ghost Blues
04 - Saint Louis Cyclone Blues
05 - Low Land Moan
06 - I'm So Tired Of Living All Alone
07 - When You Fall For Someone That's Not Your
08 - Way Down That Lonesome Road
09 - Sundown Blues
10 - Baby Please Don't Leave Home No More
11 - Racketeer's Blues
12 - I'm Nuts About That Gal
13 - Why Woman Go Wrong
14 - Trust Your Husband
15 - Four-O-Three Blues
16 - She's Only A Woman
17 - Don't Be No Fool
18 - Get Yourself Together

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