quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fats Domino – Fats Is Back (1968)


Esse disco de 1968 não teve o enorme sucesso comercial esperado pela Reprise Records por ser seu primeiro disco de estúdio em anos, mas é um dos melhores exemplos do R&B de New Orleans que tem nele mesmo seu maior expoente. Além de novas canções próprias, nesse disco Fats nos presenteia com composições de James Broker – “One For The Highway”, uma das melhores do disco – e Barbara George, além de duas não tão felizes versões dos Beatles – “Lady Madonna” e “Lovely Rita”. Esse disco conta ainda com Richard Perry como produtor, que introduziu um background mais encorpado dando um pouco mais de peso às canções, ainda que às vezes um pouco demais. “Honest Papas...” e “Make Me Belong To You” são dois clássicos, e a regravaçao de “Wait Till It Happens To You” outro exemplo do excelente arranjo do R&B de New Orleans.

01. My Old Friends
02. I’m Ready
03. So Swell When You’re Well
04. Wait Till It Happens To You
05. I Know
06. Lady Madonna
07. Honest Papas Love Their Mamas Better
08. Make Me Belong To You
09. One For The Highway
10. Lovely Rita
11. One More Song For You

Baixe aqui e escute:

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Fats Domino – Fats (1971)


Esse disco nao foi nem mesmo lançado nos EUA e ainda hoje é um dos mais raros da discografia de Fats. Alias, as gravações desse disco podem até terem sido feitas anos antes... Ao fim e ao cabo, marca o reencontro entre Fats e seu antigo produtor Dave Bartholomew e se apresenta fazendo o que sabe de melhor, sentindo-se em casa.

01. I’m Going To Cross That River
02. Big Mouth
03. It’s A Sin To Tell A Lie
04. Wait Till It Happens To You (Version 2)
05. I’m Going To Help A Friend
06. The Lady In Black
07. Another Mule
08. When You’re Smiling
09. These Old Shoes
10. Lawdy Miss Clawdy
11. Work My Way Up Steady

Baixe e escute:

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Fats Domino – Alive and Kickin’ (2006)


Dá pra acreditar que num disco de 2006 Fats possa soar tão bem quanto o fez 40 anos atrás? Ou até melhor, com a ajuda tecnológica de nossos tempos. Até sua voz soa tão forte como a tempos atrás. Não é nenhuma surpresa que esse disco seja classificado como um dos melhores dele, sendo comparado aos sensacionais “This Is Fats Domino” e “Fats Is Back”. E musicalmente encontramos uma mescla perfeita com instrumentos mais modernos, como sintetizadores e slide-guitar , que dão um toque de modernidade mas não deixam de soar como o Fats clássico.

01. Alive and Kickin'
02. Love You 'Til the Day I Die
03. I'll Be All Right
04. I Spent All My Money Loving You
05. Gimme Some
06. One Step At A Time
07. Home USA
08. Every Night About This Time
09. Four Leaf Clover
10. It Makes No Difference Now
11. This Is My Story
12. You Made Me Know
13. Ain't That A Shame

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Fats Domino – This is Fats Domino (1957)


“Blueberry Hill” foi escrita em 1940 por Vincent Rose mas somente em 1956 virou um sucesso, depois que Fats a modificou para um R&B up-tempo, vendendo mais de cinco milhões de cópias no mundo em pouco mais de um ano. A partir daí o interesse em Fats cresceu muito além de seu tradicional mercado R&B, e sua gravadora no momento – Imperial Records – não perdeu a oportunidade, lançando todos os discos seus que pudesse no menor espaço de tempo. “This Is Fats Domino” foi lançado em 1957 e rapidamente subiu ao Top 20 da Billboard alavancado pela inclusão de “Blueberry Hill” e “Blue Monday”, dois de seus grandes hits.

01. Blueberry Hill
02. Honey Chile
03. What’s The Reason
04. Blue Monday
05. So Long
06. La-la
07. Troubles Of My Own
08. You Done Me Wrong
09. Reelin’ And Rockin’
10. Fat Man’s Hop
11. Poor Poor Me
12. Trust In Me

Baixe aqui e ouça:

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Grandes Nomes do Blues 23 – Fats Domino


Antoine Domino Junior nasceu dia 26 de fevereiro de 1928 em New Orleans, Louisiana, o caçula de oito irmãos. Seu pai tocava violino com o grupo Fair Grounds Race Track de New Orleans. Ainda jovem estudou piano com Harrison Varett – membro da banda Papa Celestin – quem o assessorou e o animou a seguir adiante.
Durante sua adolescência continuou praticando e prestando atenção aos grandes do boogie-woogie como Meade “Lux” Lewis e Albert Ammons – aos que escutava nas jukebox dos bares – e aprendendo dos pianistas Charles Brown e Amos Milburn. Aos 16 anos já tocava em festas privadas e aos 17 juntou-se ao grupo de Billy Diamond, quem o batizou como “Fats”. Em 1949 converteu-se num habitué do Hideaway Club, coisa que lhe serviu para deixar-se ver e fazer contatos. Foi Dave Bartholomew, líder de um grupo local que também se apanhava como caça-talentos, quem convidou a Lew Chudd, dono de uma discográfica, ao Hideaway para ver Fats. Domino saiu daí com um contrato que lhe permitiu escrever canções junto a Bartholomew, agora seu produtor. Durante a primeira sessão, no 10 de dezembro de 1949, gravaram “The Fat Man”, uma versão do tema “Junker’s Blues” de Jack Dupree que Bartholomew havia camuflado com uma nova letra. A canção estourou, escalando até o segundo lugar das listas da Race Records da revista Billboard.
A partir de então, Fats formou seu próprio grupo à imagem e semelhança do de Bartholomew – alguns músicos incluídos – de forma que seu estilo teve como base sua voz, o piano e os solos de saxo tenor. Os arranjos musicais naqueles anos não divergiam muito de outras bandas de blues; agora, sua verdadeira marca distintiva reside no peculiar som de seu piano, que se fez patente com “Every Night About This Time” de 1950.
Como os êxitos foram se repetindo, Fats continuou trabalhando em New Orleans com os mesmos músicos. Em 1952 publicou “Goin’ Home” que subiu ao número um como antes o fizera com “Lawdy Miss Clawdy” de Lloyd Price, uma versão da música de Junker na qual Fats nos presenteava tocando o piano. O R&B de New Orleans se preparava para invadir o país e Fats Domino seria seu estandarte. Uma mostra disso foram duas de suas músicas que arrasaram em 1953, “Please Don’t Leave Me” e “Goin’ To The River” junto ao saxofonista Herb Hardesty - que lhe acompanharia em turnês ainda que depois compartindo palco com os solos de Lee Allen.
O rock’n’roll não chegaria até 1955, mas Fats Domino dominava o cenário, primeiro com três número um consecutivos – “Ain’t That A Shame”, “All By Myself” e “Poor Me” – e em 1956 outros três – “I’m In Love Again”, “Blueberry Hill” e “Blue Monday”. O estilo da banda de Fats mudou pouco com o tempo e quando hoje é questionado pelo rock’n’roll, afirma que seu estilo é R&B e que sempre foi assim. De fato, Fats Domino continuou tocando e pouco mudou desde que esteve na boca de todos há 50 anos, mas seu legado é tão importante que ele mesmo seria incapaz de tocar todos os seus êxitos em um só show. Em 2005 teve que mudar-se de sua adorada New Orleans vitima do furacão Katrina, sendo resgatado por helicóptero de sua casa inundada. Durante o período de sua ausência forçada, sua casa foi saqueada e de seus 21 discos de ouro só sobraram 3.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

RNE3 - Pioneros - Ray Charles


Bom, para finalizar a sessão Ray Charles do nosso querido blog decidi presentear os meus respeitados leitores com uma pérola, especialmente rara aos com difícil acesso às rádios espanholas. No link abaixo vocês terão a liberdade de descarregar os 13 programas que totalizam a série dedicada a Ray do programa Pioneros, que a Rádio Nacional Española emitiu até o ano passado. Pioneros dedicava uma série de programas (normalmente de 10 a 15) de aproximadamente 1 hora de duração cada a determinados músicos considerados pioneiros em seu estilo por seus realizadores, no qual tratavam de contar sua vida e carreira através de histórias e músicas. Obviamente o programa é em espanhol, mas acho que isso não deve ser um grande empecilho para sua compreensão no geral. Além de tudo, vale a pena baixá-lo só pra ouvir um pequeno detalhe: não sei se todos sabem, mas os espanhóis em geral têm um nível de inglês bastante lamentável, e por isso esse programa teve a genial idéia de antes de cada música soltar um trecho da mesma com uma espécie de tradução simultânea por cima. Isso que na maioria das vezes fica hilário – especialmente no programa dedicado aos Ramones –pensando bem depois das gargalhadas é uma idéia genial. Tenho certeza que infelizmente a maioria das pessoas não se preocupa em entender o que está dizendo a música que ouvem num outro idioma. Para os que quiserem saber mais sobre a rádio, que na minha modesta opinião é a melhor que existe por aqui, aqui ao lado vocês podem encontrar o link.

Confiram:
http://www.sendspace.com/file/84yo0g

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

John Scofield - That's What I Say (2005)


Já que mencionei no post anterior, vou disponibilizar para os leitores desse modesto blog o cd-tributo de John Scofield para Ray Charles. Ouvindo dá pra ter uma boa idéia da imensa influência do gênio na música que veio depois dele. Aproveitem.

1. Busted
2. What'd I Say
3. Sticks and Stones
4. I Don't Need No Doctor
5. Cryin' Time
6. I Can't Stop Loving You
7. Hit The Road Jack
8. Talkin' 'Bout You/I Got A Woman
9. Unchain My Heart (Part I)
10. Let's Go Get Stoned
11. Night Time is The Right Time
12. You Don't Know Me
13. Georgia On My Mind

Sente só:

http://www.zshare.net/download/9250574300222231/

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ray Charles - I Don't Need No Doctor (1966)


Esse post é minha homenagem pessoal - e infelizmente bastante tardia - a Ray Charles. Tentei de todas as maneiras encontrar o disco original dessa música, que foi lançada num single de 1966 com ela no lado A e "Please Say You're Fooling" no lado B, porém todos os meus esforços foram em vão. Obviamente isso nunca será lançado em cd, a não ser nas clássicas compilações "The Best of", "The Definitive" ou "The Complete" da vida, coisa que não postarei nesse blog dada a facilidade em adquiri-las. A essas alturas algum leitor mais curioso poderia perguntar-se "Mas por que cazzo tanta lenga-lenga em cima dessa música?", e a resposta é simples: foi com ela que aprendi a gostar - e realmente gostar - e Ray Charles. E me lembro ainda da ordem dos fatores, coisa que me deixa espantado com o bom estado de minha memória e que me faz por vezes duvidar da veracidade de algumas pesquisas anti-drogas; mas enfim, vamos a ela. Lá pelos idos de 1993, após chorar de rir no cinema com "Feitiço do tempo" - também conhecido por alguns como "O dia da Marmota" - e também de emocionar-me na parte romântica do mesmo embalado pelo clássico "You Don't Know Me", voltei à casa louco por conhecer mais sobre esse tal Ray. Vasculhando a modesta, porém seleta discografia do meu velho, que apesar da coleção completa do Julio Iglesias - coisa absolutamente compreensível devido ao longo tempo afastado da pátria-mae - tinha algumas pérolas por descobrir, encontrei uma coletânea do Ray. Dessas coletâneas bem chulés, que para venderem CDs mais baratos tem no máximo um dos grandes sucessos do autor - pra atrair o público, porque senão ninguém compra - e o resto geralmente são canções de pouco êxito comercial ou ainda gravações de baixa qualidade. E qual não foi minha surpresa quando escutei pela primeira vez a essa faixa. Agora posso parar e entender o ritmo fascinante que ele criou nessa mistura única de soul-gospel-jazz-blues, mas no momento a única coisa que conseguia era ouvi-la uma e outra vez, hipnotizado. A letra é boa, o ritmo é do caralho e a voz do cara é única. E ainda por cima ele era cego! Nao é a toa que todo mundo chamava ela de gênio. Pouco tempo depois meu primo pediu o cd emprestado e até hoje estou esperando que me devolva. Entre as tentativas de achar esse disco fui descobrindo versões de bandas tão heterogêneas como The Chocolate Watchband em 1969, Humble Pie em 1971, New Riders of the Purple Sage em 1972 e - pasmem! - a banda de metal W.A.S.P. em 1986. E mais atualmente, no disco "That's What I Say: John Scofield Plays the Music of Ray Charles" de 2005, aonde o grande guitarrista faz uma versao junto a John Mayer. Como tudo isso vocês podem achar por conta própria na internet ou comprando o cd, o vídeo abaixo é uma versão de dois malucos que achei do nada e me pareceu bastante honesto. Espero que gostem.

Ray Charles - The Blues Brothers (1980)

Já que fiz o mesmo com John Lee Hooker alguns posts atrás, nao poderia deixar de fazer o mesmo com o genio. Só pra conferir, Twist it (Shake Your Tail Feather), com a Blues Brothers Band e a sensacional coreografia na rua.

Mussum e os Originais do Samba

Eu sei que foge completamente do gênero dominante desse blog, mas não poderia deixar de postar a melhor definição que eu já ouvi até hoje de o que é uma paella. E isso não é brincadeira. Mussum e os Originais do Samba em 1972, antes deste converter-se num dos mais famosos humoristas da televisão brasileira.